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domingo, 19 de outubro de 2014

Dedé Monteiro e Paulo: CD e livros serão lançados em Recife

Recife recebe Paulo e Dedé Monteiro para lançar livro e CD






quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Alma de poeta em rascunhos...


Alma de poeta

Você sabe por que, no Pajeú,
As estrelas têm brilho diferente,
E a fogueira do sol é bem mais quente,
Mas não chega a queimar mandacaru?

Você sabe por que o mulungu,
No sertão, representa nossa gente,
E as abelhas, em forma de corrente,
Fazem o mel, tão perfeito, de uruçu?

Sabe não? Então veja sua alma,
Vá lá dentro, com fé, firmeza e calma,
Tranquilize sua mente irrequieta...

Se ainda assim não sentir a natureza,
Depreenda-se do corpo, com leveza,
E procure sua alma de poeta!

(Veronica Sobral)

sábado, 29 de março de 2014

Dedé Monteiro...

HOMENAGEM DO POETA DEDÉ MONTEIRO AOS 50 ANOS DE BREJINHO 

O BERÇO DO PAJEÚ

  Pequenino e vestido de esperança,
Sob as bênçãos de São Sebastião,
No regaço da Serra da Balança,
Nasce o Rio mais doce do Sertão!

Pelo inverno, em firulas de criança,
Serpenteia, encantando a região.
Mas, depois, vira poços, já não dança,
Co’a chegada malvada do verão.

Tu, Brejinho, que és berço verdadeiro
Desse Rio querido e Feiticeiro,
Maltratado e ferido a olho nu;

Tu que és pai de quem sofre essa agonia,
Pede aos filhos do Chão da Poesia
Que não deixem morrer teu Pajeú!
Dedé Monteiro
Tabira, março/2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

Confirmado! Jessier Quirino fará nova apresentação na cidade de Patos



Um dos maiores nomes da poesia brasileira e um grande divulgador das histórias do sertão nordestino estará em Patos mais uma vez.  Jessier Quirino atende a inúmeros pedidos e se apresentará no próximo dia 21 de março, às 19:00h no auditório do Colégio Cristo Rei. O evento será promovido pela Fundação Ernani Sátyro (FUNES) na comemoração do aniversário de 23 anos da instituição.
O ingresso pode ser adquirido na troca por 3 quilos de alimento não perecível no dia do evento a partir das 10:00h da manhã na FUNES, Rua Miguel Sátiro, Centro de Patos. Toda a arrecadação será destinada a instituições filantrópica da própria cidade.
Jessier Quino esteve em Patos no dia 23 de março de 2012 no Fórum Miguel Sátiro. A apresentação também foi promovida pela FUNES em uma noite memorável e que terminou com gosto de “quero mais”.
O auditório do Colégio Cristo Rei tem capacidade para 400 pessoas sentadas. De acordo com Moisés Rodrigues, secretário da FUNES, está sendo vista a possibilidade da apresentação de Jessier Quirino acontecer no ginásio do próprio colégio que já recebeu o grande Ariano Suassuna.

Fonte: www.patosonline.com

domingo, 26 de janeiro de 2014

Poeta Zé de Mariano: Saudade incomparável!


SAUDADES DE ZÉ DE MARIANO



Depois de quase um mês da morte de Zé de Mariano, nosso Zé do Sertão, em um acidente que vitimou o poeta, sua esposa Lurdinha, filha Mônica e o cunhado Messias, é que consigo escrever para falar sobre esse episódio! 
Que surpresa horrível! Que dor imensa! Perdemos um irmão da poesia, da APPTA. Um irmão tão presentes nos nossos momentos poéticos! Perdemos uma família! A família da Jeverson. Uma família da APPTA. 
Zé era um homem simples, pajeuzeiro, mas muito decidido e firme em defender suas ideias. Amava a poesia, tanto quanto sua vida. Amava o Sertão. Ele era sua pátria. 

Zé era discreto em suas apresentações e, mesmo tímido, quando declamava seus versos era aplaudidíssimo pelos amantes da poesia! Zé era tão nosso, que sua morte deixou um vazio imenso nas nossas rimas, nos nossos versos! Amado pelos amigos, Zé recebeu muitas homenagens que se tornarão um cordel, como lembrança do Zé vivo, sertanejo e forte! Escrevi este soneto, no dia do sepultamento de Zé, expressando a dor que sentimos pela falta dele:

O Sertão Sem Zé Sertão

Ó, meu Sertão, por que deixaste Zé

Morrer na estrada, calar sua voz?
Tu nem pensaste que a falta entre nós
Abalaria a nossa pouca fé.



Tabira sofre, a poesia chora,
O verso da APPTA quase emudeceu.
Se quem cantava, não sobreviveu,
Quem vai cantar-te, ó meu Sertão, agora?


Quem irá exaltar nossa jurema,

O carquejo, o carão, a Borborema,
As coisas belas desse nosso chão?

E aquele orgulho de ser sertanejo,
De erguer ao máximo o nosso lugarejo?
Quem assume o lugar de Zé Sertão?