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domingo, 24 de março de 2013

Grande demais!




Vi o fantasma da seca
Ser transportado numa rede
Vi o açude secando
Com três rachões na parede
E as abelhas no velório
Da flor que morreu de sede.

( João Paraibano)

Pernambuco multicultural


Quinteto Violado fez-me recordar os primeiros anos da Missa do Poeta! 

Lembro-me que, ainda menina, chorei um sábado inteiro para que minha mãe deixasse eu vir assistir a MISSA do POETA na quadra de Esportes... E, depois de muita luta, ela deixou. De cara inchada ainda, cheguei na quadra e estava lotada... Lá estava Pe. Assis, junto com tanta gente linda, celebrando o maior marco cultural do Sertão: a Missa do Poeta. Foi aí que vi Quinteto Violado pela primeira vez... Tava lá homenageando Zé Marcolino! Tava lá, formando a minha identidade cultural! 
Ali, minha alma descobriu o que encontro perfeito entre a música e a emoção! Ali, tornei outra!
Ontem, consegui reviver cada passo, cada momento da construção da minha fortaleza interior. Realmente, a cultura, a música leve e pura alimenta minha alma... rejuvenesce meu espírito, torna-me repleta de poesia! 

Nem sei dizer quem foi melhor... Só sei dizer que é disso que gosto: música que ressignifica... que constrói... que faz sentir-me gente!



terça-feira, 19 de março de 2013

Olá, gente!!!!


Deus tarda, mas não falha... Depois de tanto tempo,  nosso Pajeú está transbordando  de poesia... de água correndo no chão e nos dando inspiração!

Obrigada, meu Deus!


E ontem, depois da chuva, eu com o coração batendo a mil... toda arrepiada de emoção, lembrei de meu pai que, mesmo com o gado sentindo fome de pasto verde, não perdeu a fé!

Relatei a fé de meu querido pai no facebook ontem:


Há uma semana fui ao sítio visitar meus pais... e meu pai, modéstia à parte, é uma das pessoas mais tranquilas que já tive em minhas vida...
Sabe, ele é aquele homem que pensa antes de falar... que mede as palavras... e, durante uma conversa nossa, eu dizia que o tempo de chuva no Sertão tinha passado, que eu tava preocupada com o gado dele... com a falta de água...Ele olhou pra mim, com uma paciência invejável, e disse: " Pra Deus não existe tempo... basta que Ele queira, a chuva vem!" 
Naquele momento, senti-me como uma formiga sob os pés de um elefante! Hoje, quando ouvi a chuva tocar o nosso chão, vi mesmo que o tempo é o que Deus determina! 
Painha, a vida toda o senhor será sempre minha forte inspiração! Amo muito cada palavra...cada ensinamento! Sou tão pequena diante de ti... Tão pequena!