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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Poeta em: Francisco Lourenço

Soneto a meus pais

Toda vez que retorno à "minha" casa
Pra rever minha mãe e o meu pai
Uma lágrima do rosto sempre cai
Bem na hora de sair que mãe me abraça

Sinto-me como um passarinho que tem na asa
Um defeito que lhe impede de voar
Vendo o rosto de mamãe a prantear
E o meu peito já queimando feito brasa

Vou saindo sem falar como quem engasga
Com o próprio soluço de repente
E a tristeza me conduz dali pra frente

Com uma dúvida na cabeça a martelar
Sem saber se outro dia novamente
Eu terei todos dois a me esperar

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